Sindicato municipal volta a atacar SINDOIF em plena crise sanitária

Por sindoif

O Sindicato Municipal de Porto Alegre – Adufrgs – voltou a atacar o SINDOIF e o ANDES-SN e, ainda, acusou os gestores do IFRS de expor informações funcionais de professores e professoras sem prévia autorização. Veja detalhes.

Em um momento onde é fundamental a união de todos e todas tanto para barrar os ataques do atual governo ao serviço público quanto para lutar pela democracia e defesa dos direitos básicos da população. Em um momento onde ANDES-SN, FASUBRA e SINASEFE se unem para criar um Comando Nacional Unificado (leia matéria aqui), conclamando a unidade entre sindicatos nas instituições públicas de ensino. Em um momento de crise sanitária, expansão da pandemia do Covid19 e de incremento dos ataques de Bolsonaro à ciência e à educação, chega ser surpreendente que a Adufrgs Sindical – Sindicato Municipal dos Docentes das Instituições Federais de Ensino Superior de Porto Alegre, vinculado ao Proifes-Federação, ainda encontre tempo e disposição para direcionar suas baterias contra o ANDES-SN e sua Seção Sindical no IFRS, o SINDOIF.

Não bastasse a picuinha sindical, agora, de forma surpreendente, a Adufrgs estendeu seus ataques à gestão do IFRS, através de um e-mail direcionado aos professores e professoras dos campi Restinga, Porto Alegre, Alvorada, Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Canoas, Charqueadas, Farroupilha, Feliz, Osório, Sapucaia do Sul e Viamão, enviado na quinta-feira, 2 de abril (veja na imagem).

O sindicato municipal alega que o IFRS estaria fornecendo “informações funcionais para sindicato não representativo“. E que isso seria “uma falha grave do IFRS“, pois a instituição estaria “expondo nossos dados, sem que tenhamos autorizado“.

Cabe afirmar, claramente, que fornecer informações sobre processo inscrito para pagamento referente a exercícios anteriores não configura qualquer ilegalidade. Informações sobre dívida da União são públicas. A acusação feita pela Adufrgs Sindical aos gestores do IFRS e ao SINDOIF não tem, portanto, qualquer fundamento.

A Adufrgs Sindical afirmou, ainda, ser “a legítima representante da categoria docente nesta área geográfica“. Aqui o sindicato municipal de Porto Alegre parece querer usar a tutela estatal para conferir carimbo de “legitimidade”.

Se a legitimidade sindical não se constrói a partir da livre escolha de cada professor e professora e, sim, apenas através de um documento fornecido pelo estado para marcar território de representação, o caminho para a Adufrgs é muito simples: basta mostrar sua carta sindical vigente.

A propaganda no estilo ‘havaianas’, sempre se proclamando “a legítima“, decididamente, já cansou. Se o que vale para a atual diretoria da Adufrgs é apenas o documento cartorial, então mostrem a carta sindical. Comprovem ser, do ponto de vista cartorial, “a legítima representante da categoria docente” em Alvorada, Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Canoas, Charqueadas, Farroupilha, Feliz, Osório, Sapucaia do Sul e Viamão, como afirmado na mensagem enviada aos colegas do IFRS e do IFSul.

No que se refere a representatividade do ANDES-SN, cabe reafirmar que somos um sindicato de base nacional com mais de 120 seções sindicais espalhadas em todo país, presente em universidades federais, estaduais e municipais, em institutos federais e nos CEFET, e com cerca de 70 mil professores e professoras sindicalizado(a)s. Segue o link do Cadastro atualizado do ANDES-SN com a descrição de sua base territorial. O SINDOIF SSIND é uma das seções sindicais reconhecidas pelo ANDES-SN e integrante ativa da estrutura do Sindicato Nacional. 

Conclamamos, por fim, de uma vez por todas, que a Adufrgs pare com picuinhas sindicais e se some à luta contra Bolsonaro, contra Weintraub e contra Paulo Guedes. Contra os aliados oportunistas deste governo que, aproveitando a crise sanitária e a pandemia do Covid19, querem reduzir os salários dos servidores e servidoras. Vamos reunir forças em favor do SUS, da ciência, da educação pública e pela imediata revogação da EC/95.

Legitimidade se constrói na luta! Ou como dizemos por aqui: sindicato é pra lutar, não para assistir!

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