Proen reconhece fracasso do ensino remoto no IFRS
As Atividades Pedagógicas Não Presenciais (APNP), versão não obrigatória do ensino remoto que atualmente está em seu 2º ciclo no IFRS, não atingiram sequer metade dos estudantes vinculados à instituição, segundo revelou a Pró-Reitoria de Ensino (Proen). Veja detalhes.
Em encontro online ocorrido na terça, 2, com a participação de coordenadores de curso dos 17 campi do IFRS, o titular da Pró-Reitoria de Ensino (Proen), Prof. Lucas Coradini, afirmou que cerca de 9 mil estudantes participaram das atividades pedagógicas não presenciais (APNP), modalidade de ensino remoto não obrigatória que está sendo aplicada desde setembro de 2020 na instituição.
Coradini agregou que aproximadamente 10 a 11 mil estudantes ficaram de fora da modalidade de ensino remoto aplicada pelo IFRS, que atualmente está em seu 2º ciclo. Cada ciclo possui duração entre 10 e 14 semanas, conforme definição de cada campus. Outra peculiaridade das atividades pedagógicas não presenciais (APNP) é que ocorrem durante o período de suspensão da vigência do calendário acadêmico no IFRS, que foi interrompido em março de 2020 por conta da pandemia.
Veja no vídeo a seguir o trecho da reunião entre Proen e coordenadores de curso em que o Prof. Lucas Coradini faz as afirmações a respeito da participação de estudantes nas atividades pedagógicas não presenciais (APNP).
Como solução para a baixa participação de estudantes no ensino remoto optativo através das APNP, a proposta aprovada pelo Conselho Superior do IFRS foi implementar o ensino remoto obrigatório, a partir do final do 2º ciclo de APNP, com o retorno do calendário acadêmico no formato remoto e a previsão de atividades presenciais (entrega de materiais, uso de bibliotecas e laboratórios), o que, na prática, configura-se como ensino híbrido, a ser autorizado pelo Conselho de Campus, justamente no momento de maior aceleração das curvas de contaminação e de mortes por COVID-19.
“Não parece crível que um reconhecido fracasso aplicado no formato optativo possa virar um sucesso de público e crítica apenas por força da obrigatoriedade. A tendência, inclusive, é aumentar a exclusão dos e das estudantes. Ainda mais em um cenário de exposição da comunidade interna ao risco de atividades presenciais em plena catástrofe sanitária“, afirmou o presidente do SindoIF, Prof. André Martins.
Para debater a Resolução Consup nº 15/2021, o SindoIF SSind convocou assembleia geral para 12 de março (sexta-feira), a partir das 17:30h. Agende-se e venha debater conosco!
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